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Faringite: devo me preocupar?

Quando sintomas como tosses, espirros e inflamação na garganta aparecem, é normal que surjam preocupações, especialmente nesse momento, durante a crise de Covid-19. 

Entretanto, apesar da faringite representar um sinal de que algo mais sério está acontecendo no organismo, na maior parte das vezes, enquadra-se como um sintoma comum associado a infecções bacterianas ou virais e que costuma aparecer durante o inverno, quando doenças do trato respiratório se tornam mais frequentes.

Por essa razão, fizemos este texto para te explicar o que é a faringite, quais os seus sintomas e as principais formas de tratamento. Confira:

O que é a faringite?

A faringite é a inflamação da mucosa que reveste a faringe, causando inchaço e vermelhidão no local. Quando essa condição se estende às amígdalas, passa a ser denominada faringoamigdalite.

De modo geral, a faringite é causada por infecções virais ou bacterianas, causando irritação, dor de garganta e outros sintomas.

Sintomas da faringite

De forma geral, entre os principais sintomas da faringite, destaca-se:

  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade para falar;
  • Garganta seca;
  • Voz rouca.

Nos casos em que a faringite é de origem viral, sintomas como tosse, coriza, conjuntivite e febre podem aparecer. Por outro lado, nos casos em que a faringite é de origem bacteriana, o início da condição é mais abrupto, com sintomas mais agudos, como febre muito alta e pus na garganta.

Em crianças, a condição ainda pode causar náuseas, vômitos e dores abdominais.

Causas da faringite

A faringite pode ser causada tanto por infecções virais, quanto por infecções bacterianas. A primeira costuma surgir logo após infecções causadas por vírus, como o resfriado e a gripe. Já a segunda é causada, na maior parte das vezes, pela bactéria Streptococcus pyogenes.

Fatores de risco para faringite

Existem vários fatores de risco para infecções virais ou bacterianas que causam a faringite, como:

Idade

Crianças e adolescentes são mais susceptíveis a desenvolver um quadro de faringite. Em crianças, por exemplo, a faringite bacteriana causada pelo Streptococcus é responsável por 30% das infecções.

Tabagismo e exposição ao cigarro

Fumantes ativos têm maiores chances de desenvolver quadros de faringite. Porém, fumantes passivos também estão em risco.

Doenças respiratórias

Pessoas que sofrem com alergias (como alergia a pó, mofo, pólen, etc) ou com infecções respiratórias crônicas (como a asma ou bronquite) possuem maiores chances de desenvolver quadros de faringite.

Poluição

A vida em locais onde os índices de poluição são muito altos, como as grandes cidades, aumenta as chances de desenvolver quadros de faringite. Isso acontece, porque o ar poluído facilita a inflamação das vias aéreas.

Ambientes fechados e com grande aglomeração

Frequentar ambientes fechados em que há grande aglomeração de pessoas, como ônibus ou festas, aumenta as chances de entrar em contato com vírus e bactérias que atingem as vias aéreas e que podem causar faringite.

Imunidade baixa

Outro fator de risco para o aparecimento da inflamação na faringe é a imunidade baixa. Pessoas que sofrem de doenças que diminuem a imunidade, como o HIV, e pessoas que estão passando por tratamentos como a quimioterapia, estão mais susceptíveis a desenvolver a faringite.

Outros fatores que podem diminuir a imunidade, como o estresse muito alto, a fadiga e a má alimentação também são fatores de risco para o desenvolvimento da faringite.

Como prevenir a faringite

Como vimos anteriormente, a faringite normalmente é causada por vírus ou bactérias. Por essa razão, medidas simples de prevenção podem ser utilizadas para prevenir a faringite. Confira algumas delas a seguir:

Higiene das mãos

Os seres humanos tendem a levar as mãos à boca ou ao nariz, de maneira involuntária, em uma média de 3,6 vezes por hora. Por esse motivo, é sempre importante manter as mãos muito bem higienizadas.

Uma forma de diminuir as chances de entrar em contato com vírus e bactérias que podem causar a faringite é realizar uma boa higiene das mãos, principalmente após tocar em locais onde há grande circulação de pessoas.

Por essa razão, carregar um frasco de álcool em gel sempre que sair de casa é uma ótima opção, tanto para prevenir a faringite, como outras infecções virais e bacterianas.

Frequentar ambientes arejados

Como vimos anteriormente, ambientes fechados e com aglomeração podem facilitar o contato com vírus e bactérias responsáveis pela faringite. Por essa razão, busque frequentar ambientes arejados ou permitir a circulação do ambiente quando não houver outra opção, como abrir as janelas no transporte coletivo.

Não compartilhar objetos pessoais

Objetos de uso pessoal, como toalhas, roupa de cama ou escova de dentes, jamais devem ser compartilhados, pois aumentam as chances de infecções que podem levar tanto à faringite quanto a outras doenças.

Limpeza frequente da casa

Vírus e bactérias, responsáveis pela faringite ou por outras condições, podem sobreviver durante horas ou dias sob superfícies. Por essa razão, manter a casa bem higienizada é uma forma de prevenir não só a faringite, mas várias outras infecções.

Comer bem, em especial alimentos ricos em vitamina C

Uma dieta saudável é essencial para manter uma boa imunidade. Por essa razão, mantenha uma dieta equilibrada e busque por alimentos ricos em vitamina C, pois ela ajuda a melhorar a resposta do seu sistema imune a infecções.

Tratamento

Para combater a infecção que está causando a faringite, o médico pode indicar antibióticos ou antivirais e para tratar a inflamação, o mais comum é associar com anti-inflamatórios. Também, é possível que o médico indique medicamentos como o Hidracal, que atua como um auxiliar no tratamento dos sintomas da faringite, rinite, sinusite, coriza, secreção nasal, espirros, obstrução nasal e cefaléia frontal. 

Fonte: Bula Hidracal

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