O que é frigidez feminina, quais são as possíveis causas e qual o tratamento?

A sexualidade é algo que faz parte da vida das pessoas e podemos dizer que manter uma vida sexual saudável é ter qualidade de vida. No entanto, existem problemas físicos, psicológicos e hormonais que podem afetar o desempenho sexual, tanto dos homens quanto das mulheres, impedindo que ambos atinjam essa satisfação durante o sexo.

No caso das mulheres, um desses problemas é a disfunção sexual feminina. Antigamente, essa condição era muito conhecida como frigidez feminina, mas cada vez mais o termo cai em desuso. Isso porque muitos autores entendem que a palavra frigidez carrega um significado pejorativo, dando um sentido negativo a uma condição séria e que precisa de cuidados.

No texto a seguir, explicamos o que pode causar esse tipo de disfunção e como tratar. Confira!

O que é frigidez feminina?

A frigidez feminina, condição mais conhecida como distúrbio ou transtorno da excitação sexual feminino, é um problema que afeta as mulheres, causando dificuldade ou incapacidade de ter ou manter lubrificação no canal vaginal durante o sexo. 

Esse problema pode ser causado por diversos fatores e está relacionado a falta de interesse ou excitação suficiente durante o contato íntimo, o que pode ocorrer por consequência de uma condição hormonal, física, psicológica ou até mesmo cultural.

Como citado anteriormente, o nome frigidez não é utilizado hoje em dia para referir-se a condição, pois pode estar atrelado a significados pejorativos, como presumir que a mulher não gosta de sexo.

Essa disfunção não significa incapacidade de obter orgasmos ou prazer sexual, mas normalmente é um fator que impede que a mulher consiga ter prazer devido ao baixo interesse sexual, desconforto ou dor durante a relação. Por isso, é importante que as mulheres entendam as causas e, também, a possibilidade de buscar tratamento.

Sintomas: como perceber?

Um dos sintomas mais evidentes dessa condição é a dificuldade de ter ou manter a lubrificação vaginal durante o ato sexual, um problema que pode causar bastante desconforto e dor durante o sexo.

Além desse sintoma, existem outros sinais que ajudam no diagnóstico da disfunção sexual feminina, tais como:

  • Perda ou total desinteresse sexual (muitas vezes uma consequência da falta de lubrificação e dor provocada);
  • Ausência ou redução de pensamentos sexuais e fantasias;
  • Ausência ou pouco desejo sexual em resposta aos estímulos do parceiro;
  • Falta de iniciativa sexual ou contato íntimo;
  • Desinteresse ou ausência de prazer com outros estímulos sexuais, como filmes e imagens.

Quais são as causas?

A frigidez sexual (disfunção sexual feminina) pode ser provocada por diversos fatores, mas normalmente está atrelada a condições psicológicas, sociais, químicas e físicas. Entenda:

Fatores psicológicos

A saúde mental pode ser um dos motivos da dificuldade de manter lubrificação ou do desinteresse sexual feminino. Ansiedade, depressão, estresse excessivo são alguns fatores que podem estar por trás da disfunção. Maus tratos psicológicos e físicos (que indicam violência doméstica), traumas em antigos relacionamentos e medo de engravidar, também são consideradas causas.

Físicos

A baixa libido na disfunção sexual feminina pode ser sintoma de problemas hormonais, característicos em condições como hipotireoidismo, menopausa e pós-parto. Na menopausa, por exemplo, é comum que o organismo da mulher comece a ter maior dificuldade em manter a lubrificação vaginal e, assim, o prazer e excitação durante o sexo são afetados.

Fatores químicos

O uso de determinados medicamentos ou o uso de drogas pode afetar o desejo sexual feminino. Álcool em excesso, tabagismo, anticoncepcionais, anti-hipertensivos, antidepressivos e outros podem causar a disfunção.

Sociais e culturais

Traumas causados por abusos sexuais, uma educação sexual extremamente rígida, fatores religiosos e a punição da mulher ao não permitir que ela entenda mais sobre o seu corpo e sobre prazer feminino são fatores sociais e culturais relacionados a disfunção sexual. Embora sejam causas consideradas sociais ou culturais, o tratamento desses casos consiste em acompanhamento psicológico.

Como tratar a disfunção sexual feminina?

A abordagem para o tratamento da disfunção sexual feminina pode ser feita de diferentes formas de acordo com a causa da condição. Muitas vezes, há uma combinação entre o tratamento medicamentoso e sem medicamentos. Dependendo do quadro, é necessário um acompanhamento a curto ou a longo prazo. Veja:

Medicamentos e suplementos

O uso de medicamentos pode ser indicado para tratar a condição primária, como acontece nos casos de disfunção sexual causada por problemas hormonais ou decorrentes do uso de outros medicamentos.

Uma forma de tratamento complementar, para a saúde como um todo, é o uso de suplementos vitamínicos como o Forteviron Vitamin, usados para dar mais energia e disposição durante o dia. 

A linha Forteviron Vitamin deve ser usada com acompanhamento profissional, além da necessidade de seguir as orientações corretas de dosagens descritas em embalagem e lâmina técnica.

Diálogo

Uma das orientações às pacientes é que elas estabeleçam um diálogo honesto com seus parceiros ou parceiras. A disfunção sexual é um problema que pode afetar a vida sexual do casal, por isso é muito importante o diálogo como forma de tratamento. É importante que não existam julgamentos ou atribuição de culpa a mulher com disfunção sexual.

Conhecimento sobre o próprio corpo

A sexualidade feminina é, muitas vezes, um tabu em nossa sociedade. A mulher não é estimulada a falar sobre sexo ou a conhecer o próprio corpo. No entanto, no caso da disfunção sexual, esse conhecimento sobre o próprio corpo é fundamental, sendo a masturbação e a ginástica íntima indicadas como parte do tratamento. Assim, a mulher será capaz de entender de que forma seu corpo reage aos estímulos, distinguindo o que pode ser sintoma ou não de algo mais grave, como outras doenças. 

Acompanhamento psicológico

Como vimos, uma das causas dessa condição pode estar atrelada a traumas psicológicos. O corpo da mulher, como resposta a isso, não consegue ter interesse ou lubrificação sexual.

Muitas vezes, há a contração do canal vaginal, o que provoca ainda mais desconforto ou dor. Nesses casos, o médico ginecologista pode orientar o paciente a manter um tratamento com acompanhamento psicológico. Esse tratamento pode ser complementar ao uso de medicamentos ou não.

Uso de lubrificantes

Para os casos em que a disfunção sexual está unicamente ligada a dificuldade de lubrificação, como pode ocorrer na menopausa, uma das formas de tratamento é com o uso de lubrificantes. O médico deve analisar se esse é o tratamento mais adequado e orientar a paciente a manter uma rotina de visitas periódicas ao ginecologista para acompanhar o quadro.

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