à superfície. Embora tenham amplo conhecimento técnico para salvar vidas, muitos médicos deixam em segundo plano a própria saúde mental.
As estatísticas confirmam esse paradoxo: pesquisas apontam que quase seis em cada dez médicos apresentam sinais de burnout ou depressão e que, em alguns casos, a exaustão chega ao ponto de ameaçar a continuidade da carreira.
O cenário da saúde mental entre médicos
A medicina é uma das profissões mais admiradas pela sociedade e uma das que mais sobrecarrega emocionalmente seus profissionais. No Brasil, dados de 2024 indicam que 69,4 % dos médicos já apresentaram sinais de depressão ao longo da vida, e para 26,8 % o diagnóstico é atual, enquanto 23,4 % relatam sintomas sem acompanhamento
Nos Estados Unidos, um levantamento da Medscape revelou que 49 % dos médicos relatam sintomas de burnout e 20 % declaram estar deprimidos. Recentemente, outro relatório evidenciou leve recuo na prevalência (ainda assim preocupante) com 47 % informando burnout e 24 % depressão
Entre os fatores que alimentam esse desgaste estão:
- Jornadas extenuantes e plantões prolongados
- A exigência de decisões rápidas e de alto risco
- A convivência constante com sofrimento, luto e morte
- A escassez de descanso de qualidade
- O estigma em admitir fragilidade dentro da própria classe médica.
Como sabemos, o estresse crônico aumenta o risco de doenças cardiovasculares, distúrbios do sono, problemas músculo-esqueléticos e ideação suicida. Além disso, prejudica o desempenho clínico, reduz a empatia com pacientes e compromete a qualidade do atendimento
Ansiedade leve e estresse crônico: os sinais silenciosos
Em muitos casos, os médicos seguem trabalhando mesmo quando o corpo e a mente dão sinais de esgotamento. A ansiedade leve e o estresse crônico tendem a se manifestar de forma sutil, quase imperceptível, até que o impacto se torne evidente na prática profissional e na vida pessoal.
A diferença entre quadros leves e transtornos graves está justamente na intensidade e na persistência dos sintomas. Enquanto os primeiros costumam ser negligenciados, vistos como “parte da rotina”, os segundos já exigem intervenção especializada. Reconhecer esses sinais no início pode ser a chave para evitar o agravamento.
Sintomas mais comuns entre médicos
| Sintoma | Como se manifesta no dia a dia da profissão |
| Irritabilidade | Respostas impacientes com pacientes, colegas ou familiares |
| Cansaço mental | Dificuldade em manter foco após horas de plantão |
| Dificuldade de concentração | Esquecimento de detalhes clínicos ou sensação de “mente nebulosa” |
| Sono fragmentado | Acordar várias vezes à noite ou sentir-se sem descanso pela manhã |
| Sensação de alerta constante | Estado permanente de vigilância, mesmo fora do trabalho |
| Preocupação excessiva | Foco desproporcional em erros passados ou em pequenos detalhes |
Aliás, o médico que continua a trabalhar sem pausa pode acabar preso em um ciclo de exaustão emocional, perda de desempenho e maior risco de adoecimento físico.
Barreiras ao cuidado: por que médicos relutam em procurar ajuda?
Mesmo diante de sinais claros de sofrimento, muitos médicos hesitam em buscar apoio. As barreiras são variadas e refletem tanto a cultura da profissão quanto a pressão que ela impõe:
- Medo do julgamento por colegas: reconhecer ansiedade ou esgotamento ainda é visto, em alguns ambientes médicos, como sinônimo de fraqueza. Esse estigma alimenta o silêncio e dificulta a procura por suporte especializado.
- A crença de que “dão conta sozinhos”: por estarem acostumados a lidar com a dor e a vulnerabilidade de outros, muitos médicos acreditam que têm ferramentas suficientes para controlar a própria saúde mental sem ajuda externa.
- Falta de tempo e autocobrança extrema: jornadas exaustivas, plantões seguidos e sobrecarga de responsabilidades fazem com que consultas médicas ou sessões de psicoterapia pareçam impossíveis de encaixar na rotina.
- A romantização da exaustão: ainda existe a ideia de que o cansaço extremo faz parte da “vocação médica”. Essa visão ultrapassada perpetua a negligência com o próprio bem-estar e normaliza a fadiga como se fosse algo inerente à profissão.
Caminhos possíveis: abordagens leves e preventivas como ponto de partida
Quando pensamos em saúde mental, muitas vezes imaginamos soluções complexas ou tratamentos longos. Mas, em estágios iniciais de ansiedade leve e estresse crônico, pequenas intervenções podem gerar grandes mudanças no bem-estar.
👉 O que são abordagens leves?
São estratégias simples, de baixo risco e fácil adesão, que ajudam a restaurar equilíbrio físico e emocional sem impactar a rotina do profissional.
Entre elas, temos:
- Estabelecer pausas reais na jornada: mesmo intervalos curtos, longe de telas e ambientes de pressão, já ajudam a reduzir a sobrecarga mental.
- Supervisão emocional e psicoterapia: espaços de fala com colegas ou terapeutas favorecem a elaboração de sentimentos difíceis.
- Práticas de autocuidado: meditação, exercícios de respiração, caminhadas leves e sono regulado podem estabilizar o humor.
- Medicamentos leves e não sedativos: recursos seguros que atuam como aliados no controle da ansiedade, na melhora da qualidade do sono e no equilíbrio da energia emocional.
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Nervocalm® na saúde emocional do médico
Entre as alternativas leves para lidar com ansiedade e estresse crônico, o Nervocalm® é excelente para profissionais que enfrentam jornadas longas e exigentes. Indicado como auxiliar em casos de ansiedade leve, cansaço mental, irritabilidade, tensão emocional e distúrbios do sono, sintomas frequentes entre profissionais de saúde que lidam diariamente com alta carga emocional.
Como age
- Argentum nitricum: atua sobre a ansiedade antecipatória, a agitação mental e os medos recorrentes que podem surgir antes de plantões ou procedimentos delicados.
- Kali bromatum: contribui para aliviar a fadiga mental, reduzir lapsos de memória e facilitar um sono mais tranquilo, sem causar ressaca no dia seguinte.
Diferenciais para a rotina médica
- Não contém melatonina nem passiflora, evitando sonolência diurna.
Pode ser utilizado durante o dia ou à noite, sem comprometer a vigília. - É isento de prescrição (MIP), seguro e acessível para iniciar o cuidado em fases leves de ansiedade.
Tal combinação faz do Nervocalm® uma opção prática para quem precisa manter atenção constante, mas busca uma forma leve e eficaz de regular as emoções e preservar a clareza mental durante a rotina clínica.



