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Transtornos de ansiedade leve e o uso de Nervocalm® como primeira linha de cuidado

Nos últimos anos, a prevalência de transtornos ansiosos apresentou crescimento expressivo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking mundial, com cerca de 9,3% da população convivendo com algum tipo de ansiedade. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) aponta que, após a pandemia de Covid-19, houve aumento significativo da procura por atendimento médico devido a sintomas ansiosos, mesmo em pacientes sem histórico psiquiátrico prévio.

Nos casos leves a moderados, caracterizados por sintomas como inquietação, tensão muscular, distúrbios do sono e dificuldade de concentração, o impacto na vida cotidiana é real, embora não chegue à incapacidade funcional observada nos quadros graves. É justamente nesse estágio que se abre uma oportunidade clínica relevante: intervir de forma precoce e segura, evitando a introdução imediata de benzodiazepínicos ou antidepressivos ISRS, que podem trazer riscos como dependência, tolerância, sedação excessiva e piora de sintomas em algumas situações (BRASIL, Ministério da Saúde; OMS; ABP).

A fitoterapia baseada em evidências, regulamentada no Brasil pela ANVISA (RDC n.º 26/2014 e Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira), tem se firmado como uma abordagem integrativa de eficácia documentada e perfil de segurança favorável. 

Por isso, o Nervocalm®, composto por Argentum nitricum e Kali bromatum, figura como alternativa de primeira linha para pacientes com ansiedade leve a moderada, oferecendo controle dos sintomas sem sedação residual e sem risco de dependência.

Quadros ansiosos leves a moderados: sinais clínicos e critérios diagnósticos

A ansiedade, em níveis controlados, é uma resposta adaptativa e necessária para lidar com situações de desafio ou perigo. O problema aparece quando essa resposta se torna persistente, desproporcional ao estímulo e interfere no funcionamento cotidiano. 

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os quadros leves a moderados compartilham sintomas centrais, mas diferem na intensidade, na duração e no grau de prejuízo funcional.

Em consultório, o reconhecimento desses sinais é necessário para evitar tanto o subdiagnóstico (que pode levar à cronicidade) quanto a medicalização excessiva. Nesses casos, uma boa anamnese e a exclusão de causas secundárias, como doenças endócrinas ou efeitos adversos de medicamentos, são passos obrigatórios.

Sintomas mais comuns em ansiedade leve a moderada

Sintomas físicosSintomas psicológicosImpacto funcional típico
Tensão muscularPreocupação constante e difícil de controlarRedução de produtividade
Taquicardia ou palpitaçõesIrritabilidadeAlterações de sono
Sudorese excessivaInquietação ou sensação de “estar no limite”Menor tolerância a imprevistos
Tremores finosDificuldade de concentraçãoEvitação de situações sociais ou de trabalho
Respiração ofeganteMedo difuso ou sem causa aparenteFadiga persistente

Critérios clínicos para suspeitar de ansiedade leve ou moderada

  1. Presença de sintomas ansiosos na maior parte dos dias, por pelo menos algumas semanas (leve) ou meses (moderada).
  2. Intensidade suficiente para causar desconforto, mas sem incapacitar totalmente as atividades básicas.
  3. Ausência de crises de pânico recorrentes ou sintomas psicóticos.
  4. Exclusão de transtornos orgânicos que possam justificar os sintomas (ex.: hipertireoidismo, uso de estimulantes).
  5. Grau de prejuízo funcional avaliado como leve ou moderado, segundo escalas como GAD-7 ou HADS.

O diagnóstico deve sempre ser contextualizado no histórico pessoal, na presença de gatilhos psicossociais e na resposta a medidas iniciais, como higiene do sono e redução de cafeína.

Conduta clínica: quando evitar ansiolíticos de alta potência

Os benzodiazepínicos continuam sendo eficazes para controle rápido da ansiedade intensa, mas seu uso indiscriminado traz riscos conhecidos: dependência, tolerância, comprometimento cognitivo e sedação excessiva. 

Para casos leves a moderados, especialmente quando não há crise aguda ou risco iminente, o consenso clínico e diretrizes internacionais (ex.: NICE, ABP) recomendam estratégias mais conservadoras antes da introdução desses fármacos.

Situações em que os benzodiazepínicos não devem ser primeira linha

  • Pacientes jovens em fase escolar ou universitária, pelo risco de prejuízo de memória e atenção.
  • Idosos, devido à maior sensibilidade aos efeitos sedativos e risco aumentado de quedas e confusão mental.
  • Gestantes e lactantes, pela possibilidade de efeitos adversos fetais e neonatais.
  • Pacientes com histórico de abuso de substâncias ou alcoolismo.
  • Indivíduos com insônia crônica já estabelecida, em que o uso prolongado pode agravar o quadro.

Benefícios de condutas mais conservadoras

  1. Prevenção de dependência e tolerância: reduz o risco de escalada de dose e abstinência.
  2. Preservação da função cognitiva: mantém memória, tempo de reação e raciocínio preservados.
  3. Maior adesão a terapias de longo prazo: favorece a integração com psicoterapia, terapia cognitivo-comportamental (TCC) e técnicas de manejo do estresse.
  4. Perfil de segurança mais amplo: menor impacto em comorbidades, como doenças cardiovasculares e metabólicas.
  5. Possibilidade de uso contínuo de alternativas como fitoterápicos ansiolíticos, com boa tolerabilidade e sem efeito rebote significativo.

Portanto, a escolha por recursos como fitoterápicos padronizados, mudanças de estilo de vida e acompanhamento psicoterápico se mostra particularmente vantajosa para o manejo inicial e manutenção dos casos de ansiedade leve a moderada.

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Nervocalm® como primeira linha e seus benefícios

A crescente busca por abordagens integrativas no tratamento da ansiedade leve a moderada tem ampliado o interesse médico por fitoterápicos e medicamentos homeopáticos de prescrição segura. Como falamos no início do texto, o Nervocalm®, composto por Argentum nitricum e Kali bromatum, é um exemplo dessa tendência, reunindo ação ansiolítica documentada em matérias médicas homeopáticas com perfil de tolerabilidade adequado para uso contínuo ou intermitente.

Diferente de formulações que contêm melatonina ou Passiflora incarnata, que podem gerar sonolência residual diurna, o Nervocalm® é projetado para preservar o estado de alerta durante o dia, ao mesmo tempo em que favorece um sono reparador à noite. Tal característica o torna excelente para pacientes que precisam manter desempenho cognitivo e físico, sem prejuízo na rotina.

Mecanismo de ação e perfil farmacológico

  • Argentum nitricum 6CH: atua como auxiliar no tratamento da ansiedade com sintomas físicos associados (taquicardia, tremores, inquietude), além de contribuir para a regulação do sono e da tensão mental.
  • Kali bromatum 6CH: indicado para quadros de ansiedade com agitação mental, distúrbios do sono e irritabilidade, ajudando a restaurar o equilíbrio emocional.

Diferenciais clínicos do Nervocalm®

  1. Sem risco de dependência ou tolerância, permitindo uso prolongado quando necessário.
  2. Ausência de efeito rebote após interrupção.
  3. Pode ser associado a psicoterapia, TCC e outras intervenções comportamentais.
  4. Compatível com pacientes polimedicados, sem interações medicamentosas relevantes documentadas.
  5. Boa aceitação em públicos sensíveis, como idosos ou pacientes que já tiveram efeitos adversos com psicotrópicos convencionais.

Situações clínicas em que o uso é indicado

  • Ansiedade situacional com insônia leve (ex.: adaptação à nova rotina de trabalho ou estudo).
  • Jovens adultos com quadros ansiosos relacionados a demandas acadêmicas ou profissionais.
  • Idosos com agitação noturna que não desejam sedativos potentes.
  • Pacientes em início de psicoterapia, que não necessitam de ansiolíticos de alta potência.
  • Programas de reabilitação emocional e prevenção de recaídas após redução de benzodiazepínicos.

No contexto da prática integrativa, o Nervocalm® é posicionado como uma opção segura e versátil, capaz de aliviar sintomas ansiosos e promover bem-estar, sem comprometer a funcionalidade diurna. 

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